quinta-feira, 1 de setembro de 2011

POEMA DE UM CORAÇÃO DOENTE

Pra cada humor, uma poesia...


POEMA DE UM CORAÇÃO DOENTE - Juliana Andreotti de Barros (20/11/2003)

A mesma boca que ensina o beijar,
Delírio dos amantes apaixonados,
Sabe, também, machucar,
Desespero do poeta esquecido

Aquele lábio que alenta e emudece
Num dia ama, e no outro esquece
A maciez da carícia infinda e terna
Cessa e desfalece, como a flor da Primavera
Que após subir aos céus
Vai ao chão e o tempo encerra

Do amor, breve paixão de enamorados,
Ficam lembranças de um romance, desgostosas
Da existência, findo momento amargurado
Leva-se a culpa de uma vida assombrosa

terça-feira, 30 de agosto de 2011

RECEITA DE COMO AMAR

Hoje segue outra poesia de minha autoria.....

Sem mais delonga, a poesia (cujo título é o mesmo da postagem!!!)

e a poetisa disse "todos pensam que são, mas ninguém sabe que não é"

RECEITA DE COMO AMAR - Juliana Andreotti de Barros (23/02/2005)

"Ingredientes,
Sem exageros,
Estão no mundo
(não são dinheiro)
Encontre agora
Ou nunca o faça
A validade
É limitada

Misture raiva
E impaciência
Tempere fúria
(sem desavença)
Soque com força -
Até sangrar -
Pingue dez lágrimas
Deixe penar

Para o recheio
Muita oração
Pouquinhos tapas
Bastante abraço
(com muita força
e um beijo estalo)

A cobertura
Deixo a seu gosto
OU felicidade
Ou consternação.
Só não se esqueça
(pois muda o gosto)
Uma pitada
De pó paixão

O rendimento
(não da pra nada)
Uns dois segundos
Vira fumaça
Mas vale a pena
Amar um pouco
Pois não engorda
Nem deixa louco

Depois de tudo
Repita a dose
Lamba os dedinhos
Não se avexe!
Só não exagere
Na piedade
Receita finda
Vira Saudade."

Obs.: estou postando poesias mais lights, pois se postar aquelas que escrevi para paixões platônicas que nunca existiram é capaz de assustar a todos com meus versinhos nada frouxos!!!!! =)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

POETISA DE ACOLÁ

Boa noite pessoas!!!!


Hoje venho aqui para postar mais uma poesia de minha autoria... este post já estava pronto, porém a lerda aqui deu um jeito de fechar a página, derrubar o laptop e, pra terminar, decidir por postar outra poesia que não era a primeira opção!!!!


Então, sem mais demora, ai vou eu!


A poesia de hoje foi escrita numa fase onde eu estava irritada com a Academia (ABL), e com um autor em particular, mas isso não vem ao acaso.... (e a própria poesia revela quem é o autor em questão).


Só lembrando que minhas poesias possuem direitos autorais ;)


IMORTAL - por Juliana Andreotti de Barros (02/06/2004)


"Cadeira.
Para que preciso de uma?
Não estou cansada nem tenho vontade de sentar
Quero sonhar.


Dizia Clarice
"Quero os biscoitos"
Devem ser saborosos
E ter formato de letrinhas
A,B , ..., L, ...


Com o chá não me importo
Talvez seja quente demais
E a fumaça pode dissipar minha inspiração.
Uma vida em vão.


Digo eu
"Quero distância da cenoura"
Espécie que alimenta coelhinhos
Criados em laboratórios
Em pouco mais de dez minutos. Talvez onze.


Rabiscar.
O único desejo permanente
Da poetazinha
Que não malha a Academia
Mas que canta toda a vida
Por amor em inventar"



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

E UM DIA ELA QUIS MUDAR O MUNDO....

Boa noite pessoas queridas!!!!Faz tempo que eu não posto nada aqui..... Não vou ficar com blablablas e vou direto ao assunto. O Post de hoje será diferente. A pedido de amigos que querem conhecer um pouco de minha poesia, decidi publicar um de meus poemas aqui pra vocês. Faz anos que não escrevo poemas.... e no post de hoje não vou enrolar vcs com toda história de como minha paixão por poesias começou, quando comecei a escrever poesias e pq parei. Minhas poesias são escassas, sem temática definida e tem pra todos os gostos (satíricas, românticas, desabafos, revoltas..... entre outras!!!)

Para postar no Blog escolhi uma das minhas prediletas, que quase foi proclamada num evento público, mas na hora H eu realmente fui patife e não compareci. Arrependimentos a parte, a poesia é um pouco longa, mas espero que gostem, e quero a opinião sincera de vcs, pq ela vale muito pra mim (críticas e elogios são sempre bons!!!)

Quem quiser saber mais sobre a "história" da poesia não hesite em perguntar.... seja por e-mail, twitter, facebook, orkut, sinal de fumaça, carta, telegrama, ou oq preferir!!! não vou contar aqui pq a poesia em si já é longa!!! Só uma observação: eu estava numa fase extremamente patriota quando escrevi a poesia que segue rsrsrs (e a poesia é um tanto "cantada" durante a leitura hehehe). Espero, sinceramente, que gostem!!

Ah.... só para constar, a poesia possui direitos autorais!!!



NA BOCA DO POVO - por Juliana Andreotti, Outubro de 2004

"Amo o meu país
Amo o nosso Povo
Gente que matuta
Pra não ter que mendigar

"Gosto porque gosto
Gosto porque sim"
Gosto e não quero
Povo meu longe de mim

E de amor por Gente Nossa
Resolvi assim falar
Pros gentalhas lá de fora
Sem viver o aqui, o agora
Num barzinho pub afora
Ficam a gente a criticar

Povo meu é gente simples
Muitas vezes não tem casa
Mas Meu Povo é experto
É humilde. Trabalhador.

Sabadão, o sol a pino,
Minha Gente tá no centro
Compra tudo. Paga tudo
(Só não dá tudo em dinheiro)
Vai pro ponto, pega ônibus
Chega em casa, televisão
Depois do almoço, a "cochilada"
Porque  Meu Povo não é ferro não.

No domingo, churrascada
Vem os tios e a criançada
"Coxão duro", "Refrigereco Há"
O importante é festejar.

Time ganha
povo tá feliz.
Segunda-feira mal amada
É moleza encarar.
Só não é mole,
E a Gente afirma,
Dor de barriga
Ao levantar.

Meu Povo é alegre.
É sofredor.
Mas logo esquece
Pois tudo aquece
E vira cinzas
Com o calor.

Na praça do parque
Meninos com pipa
Velhinhos trucando
Velhinhas bordando
Fofoca em dia
Fofoca saudável.
Puro conhecimento
Sabedoria experiente
Não de fonte científica
(Minha Gente não é cobaia)
Gente Nossa é sabida.

E o jeitinho do meu povo?
Esquecia de falar.
Gente aqui além de bela
Tem sacada a invejar
Manjada Maneira Manhosa Mamada
Que só Povo Meu consegue bolar.
Sacada Surdina Safada Sinistra
Jeitinho que a Gente não vive sem dar.

Povo Meu tá na rua
Tá na pindura
Jogada ao chão.
Gente Minha
Embriagada
No fim do dia
Na solidão.

Mas esse Povo
É sempre feliz
No claro e no escuro
Princípio e fim
Com chuva sem chuva
Friozinho ou calor
Vivendo do nada
Sem água nem luz
Barraca sem porta
Janela sem vidro
Tudinho é perigo...

Mas a Gente é valente.
Não tem medo não.
Se falta comida
(Trocado é fortuna)
Vai logo pra pista
(E enche a barriga)
Correr carro a carro
Mostrando a mão.

Final de um dia
Povo Meu vai pra casa
Novela mexicana
Jornal da Nação.
Novela das oito
Começa as nove
E a Gente espera
Pra chorar no final

Dormindo as dez
Acorda as onze
Marmita na mala
(A Benção do Pai)
Estrada açoitada
Caminho do amanhã
Que leva ao nada
E ainda tem rã.
.
.
.
Povo Meu, me perdoe
Este pobre cantar
Gente Nossa merece
(Muito além de uma prece)
Poesia das fina
Pra poder celebrar."

segunda-feira, 25 de julho de 2011

MY OLDEST PASSION

Esta noite eu tive um sonho. E este sonho me levou a escrever o post que segue.


Quem me conhece sabe que já estudei piano, durante muitos anos (mais precisamente 10 anos). Me formei no conservatório, e em seguida entrei na faculdade (tempo integral) e parei os estudos. 


Uma vez ou outra me pego sentada no banquinho de madeira escura, o mesmo que assentou uma menininha que não alcançava os pés no chão alguns anos antes.


(Pikitita mesmo, em 1900 e bolinha....)


Esta noite eu tive um sonho. Um sonho que me deixou intrigada. Um sonho que me deixou satisfeita, Um sonho que me deixou acordada. Um sonho que me deixou reapaixonada. Um sonho que trouxe a tona a verdade que eu sempre soube: piano é a minha paixão mais antiga e mais recente.


Quantas lembranças boas este instrumento me traz. Por causa dele conheci pessoas incríveis, fiz coisas incríveis, ouvi músicas incríveis... tudo girando em torno dele, o piano. Ele entrou em minha vida quando eu tinha 7 ou 8 anos. Foi presente do meu avô.


Naquela época, minha mãe obrigou meu irmão e eu a frequentar aulas de piano (com a "dona Nayr".. quem esquece??). Era um verdadeiro martírio. Todas as segundas-feiras íamos os dois pequeninos até o casarão de esquina fazer uma longa hora de aula. Brigávamos, apostávamos, fazíamos mil facetas para ver quem seria o primeiro a se livrar logo da obrigação e poder ir para as escadas do mini-jardim da frente da casa. Quem "perdia" ficava se torturando durante a hora anterior inteira, enquanto imaginava a satisfação da pessoa que estaria livre em alguns instantes. E assim permaneceu por algum tempo.


Era uma guerra a hora dos estudos em casa. A faxineira, a mandado de minha mãe, cronometrava os milésimos de segundos enquanto praticávamos as lições do "Solfejando". Trinta segundos de descanso para tomar um copo d'água eram descontados precisamente do tempo que corria. Era uma pedra no sapato para os dois pequeninos que só queriam tocar "dó-re-mi-fá".


Passado alguns anos e a guerra na hora dos estudos se repetindo, minha mãe chegou para nós e soltou 'chega, vocês não precisam mais estudar piano. Podem parar hoje mesmo se quiserem". Houve fogos de artifício e festança na ocasião. Não me recordo se meu irmão parou, porém eu imediatamente pedi as contas do instrumento.


A ausência da obrigação me levou a perceber que eu sentia falta de tocar piano. Eu estava na aborrecência (indo para o meu primeiro ano do colegial) quando me ofereceram o curso no conservatório Gomes Cardim (inicialmente ministrado no Pio X). Com um pé atrás comecei a frequentar o conservatório. Deste dia em diante a paixão pelo instrumento e tudo relacionado a ele aflorou e se fez concreta em minha vida.


A formatura foi um dos picos mais satisfatórios da minha vida. Lembro como se fosse ontem... foi lindo, foi emocionante!!!


(Formatura do conservatório - 2003, no Solar do Barão)

(Formatura do conservatório - 2003, no Solar do Barão)

(Formandos e coral do conservatório - 2003)

Quando comecei a faculdade, após a formatura, parei as aulas e até hoje me arrependo. Vez ou outra me pego com vontade de tocar. Vou até a sala, onde está meu querido piano, e me aventuro a tirar algumas músicas diversas. A falta de prática leva a falta de perfeição, mas quando me tranco na sala (sim, tocar é algo que gosto de fazer quando estou sozinha, pois me perco no tempo e libero tudo que estou sentindo em cada teclada no instrumento) o tempo pára e me sinto a mesma menininha maravilhada que tocava "dó-ré-mi-fá" no velho apartamento......

Vou parar por aqui, senão o post ficará muito longo, afinal são 15 anos de história, pra mais!!!

Fica aqui algumas fotinhos da Pikitita já adulta, anos após sua formatura, carregando a mesma antiga paixão por seu querido piano....

beijos a todos!!!

(Noite de Dezembro em minha casa - 2010)

(Noite de Dezembro em minha casa - 2010)

(Oito anos após minha formatura, sentada no mesmo banco.... emoção inexplicável - 2011)





quarta-feira, 13 de julho de 2011

BANG BANGS

Boa noite pessoas queridas!!

Hoje não estou muito inspirada pra escrever. Vim aqui mostrar a mudança não muito radical que fiz no visual este fim de semana. Tive um surto na cabeleireira e soltei "pode podar!" kkkkk. Mas ainda não foi desta vez que tive coragem suficiente pra diminuir o comprimento das madeixas.


PS.: após escrever o post retiro a mentira que disse acima. Foi só começar a escrever que a inspiração apareceu!!!

Meu cabelo era virgem imaculado até o ano passado (sim, passei 24 anos de minha existência sem pintar um fiozinho sequer). Eu tinha horrores em mudar meu cabelo, por mais que desejasse que sua tonalidade fosse mais clara, só que a coragem não vinha nunca. Foi só em 2010 que me benzi e me joguei no mundo das luzes.

No dia que decidi fazer a mudança, meu namorado foi me buscar na cabeleireira. Eu entrei no carro, ele olhou assustado pra mim e soltou um "você está LOIRA!!!!". Para uma recém ex imaculada isso foi um choque. Para uma pessoa cujas madeixas foram durante 24 anos PRETAS, chegar com alguns fios mais claros foi um rebuliço.

Madeixas pós "luzes", 2010.

Então o faniquito de mudanças começou. 

Este ano decidi mudar o corte. Um belo dia, num churrasco entre amigos, conheci uma figura que se titulava cabeleireiro, que estava doidinho da silva pra botar a tesoura nas minhas madeixas. Eu até estava disposta a arriscar, até vê-lo dançando "Louca" enquanto fazia uma caipirinha, e ver a falta de habilidade que ele tinha com as mãos. Porém uma coisa que ele me disse ficou na cabeça. Ele comentou que meu corte de cabelo era "pesado demais" pro meu rosto. E eu realmente concordava. 

Após uma tentativa fracassada no começo deste ano, desta vez resolvi cortar minha FRANJA (o pesadelo que eu havia esquecido que existia na minha vida).

Eu tive franja (the original) até cerca dos meus 14 anos. Era uma tortura todo dia acordar e arrumar a dita cuja. Tinha que molhar. Depois secar. Depois escovar. Depois modelar. Então passei 10 anos sem ela, UFA. Decidi cortá-la de novo. Gostei do resultado, só não gostei das lembranças que voltaram sobre o trabalho que a inocente franjinha dava.

Ah, por isso o "título" do post. BANGS, em inglês, significa FRANJA. E curto fazer um trocadilho.....

O resultado vocês conferem aqui!!!



Uma com o namorado, pq ele sempre reclama que não tem foto dele por aqui!!! hehehe

Após cortar o cabelo, decidi cortar meus pés fora!!!! Ou quase isso!!! Fui na pedicure e ela quase arrancou um dedinho meu fora, tirei até foto da mutilação, mas não vou assustá-los por aqui hehehehe.

Beijos a ótima semana a todos!!

"Seu mundo muda quando você muda".

That's it.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CONFESSIONS OF A SHOPAHOLIC*

Oi. Meu nome é Juliana.Tenho 25 anos. Minha última compra (unnecessary) foi há 28 horas.


Sou uma viciada em compras.


(* o título deste post faz menção ao título original do filme "Os delírios de Consumo de Becky Bloom)


Tudo começou quando recebi meu primeiro salário. Foi em 2004, quando ajudava meu avô com os negócios dele. O montante no final do mês era tão simplório que, hoje, não sei como sobrevivi com tão pouco. Eu era uma consumista em potencial e não sabia.


As necessidades eram outras. As utopias eram diferentes. Os objetos de desejo custavam menos. Os modelitos eram mais simplórios. As maquiagens passavam despercebidas.


Até que um belo infeliz dia, fui apresentada ao mundo paralelo, onde "ter praticamente tudo não é o suficiente"!!! Quanto mais tenho, mais quero ter. Quanto mais compro, mais sai do meu bolso (leia-se: mais é debitado do meu cartão).


Meu primeiro salário não pagaria o valor mínimo da fatura do meu cartão. Oh my!!! Eu tinha pouco e era feliz. Eu comecei a comprar muito e fiquei muito mais feliz. Opa. Perigo a vista.


No filme citado acima, a personagem Rebecca Bloom diz algo que muitas mulheres não vão negar: quando você faz compras, o mundo fica mais bonito!!!


O cheiro da roupa nova. A cor do esmalte novo que nunca fora aberto. O brilho reluzente da bijuteria que acabou de sair da loja, direto pra sua prateleira. O conforto dolorido de um par de scarpin novo. A delicadeza da maquiagem intacta...











E quando você passa o cartão, e quando você entrega com dor no coração aquela nota suada de 100 reais, a vendedora coloca tudo numa sacolinha perfeita, e tudo pertence somente a você!!!


E como essa sensação é uma delícia, você passa a repeti-la com frequências cada vez menos esparsas. E um belo dia a fatura do seu cartão de crédito, que até então você considerava seu melhor amigo, chega, imponente, e faz sua perna se dobrar em cinco. Você cai de costas e não sabe o porque. Mas você sabe que se sair e comprar alguma coisa,vai se sentir bem outra vez.


E agora, cadê você??


Fui!!!!!!!!!!


(Nota da Pikitita: Sim, Eu sou uma "shopaholic". Não sou tão holic como descrevi no post. A imaginação brota fácil quando escrevo de coisas que me dão prazer. Mas isso é uma realidade triste na vida de algumas pessoas.)