quinta-feira, 28 de março de 2013

Poema do coração fragmentado


Mais um devaneio poético deste coração aposentado!

(cópia não autorizada e o plágio são crimes previstos no Código Penal!)




Poema do coração fragmentado (por Ana Mohan)

"Coração de menina sufoca, apertado
Dói forte
Machuca sem piedade

Caminho em meio a adeuses insossos
Bons dias sussurrados
Beijos sem paixão
Abraços sem carinho
Promessas sem compromisso...
-Libertai-me, libertai-me!
De desejos ocultos
Transparecidos em prazeres sem cor
De segredos omissos
Sentenciados nessa alma sem pudor

Respostas fogem
Perguntas perseguem
-Adeus, adeus! O medo me escurece

Me apaixono, silenciosa
E essa paixão apodrece em meu peito
E essa paixão parasita em meu sangue
E essa paixão desfalece em minha carne
Por receio de ganhar, finalmente, vida

Tormento, tormento!
Meu corpo me comprime, violento
Pelo gosto amargo
-Fluído ostento de nosso pecado
Tormento, tormento!
Minha boca me comprime, viciada
Pelo gosto amargo
-Fluído ostento de sua língua apaixonada!

-Libertai-me, libertai-me!
Deste medo que recai sobre nossa culpa
-Tormento, tormento!
Jogar-me-ei em campo de flores com espinhos venenosos

Poesia traidora de poeta enfurecida
Versos errôneos escritos em linhas exasperadas
Ana Mohan em coração de Juliana fragmentada
Paixão ascendente em alma assassina de amor
-Libertai-me, libertai-me!
E carregue meus pedaços para onde você for"

quarta-feira, 27 de março de 2013

A menina que contava estórias


Lembrando que TODOS os direitos das publicações são reservados a autora do Blog!

A menina que contava estórias (por Juliana Andreotti de Barros)

Ela sonha baixo
E grita com a voz aguda
-Deus, nos acuda!-
E vela por quem se vai

Ela enfeita o faz-de-conta
E faz de conta que seu coração é muralha
Ela ama e odeia com intensidade momentânea
E anda nas pontas do pé
-Que é pra não acordar o seu medo
Que é pra não despertar o desejo
Que é pra não confessar que ela ama.

Ela é menina que conta estórias
E é mulher que oculta realidade
Ela é inteiro
Que preenche uma metade
De um quarto a beira-mar
É um oitavo
Da fração apaixonada que lhe restou
É um por cento
De meio por cento poeta a quem se apegou

Ela é Juliana em coração de Ana Mohan

quinta-feira, 21 de março de 2013

Take a break and fall in love


E muitos devem estar pensando “que saco, lá vem a Juliana com mais um blábláblá paixão isso, blábláblá paixão aquilo”. E por que não? Que atire a primeira pedra aquele que se apaixonou nos últimos 31536000 segundos!

Eu sou uma mulher de muitas paixões, mas um único amor! Sou movida a borboletas no estômago, friozinho na barriga, calafrios na espinha..enfim, o pacote completo que o Kit Paixão oferece. Então fui surpreendida há algumas semanas com uma proposta que, a princípio, me pareceu completamente absurda. Um estranho conhecido propôs uma experiência de vivermos uma grande paixão. Sim, uma GRANDE paixão, tipo daquelas que a gente só assiste nos telões do cinema, ou que o amigo do irmão do compadre do seu vizinho já viveu algo igual. Uma paixão com direito a sair correndo e se abraçar no meio do shopping, com direito a cartas de amor, flores em cima da cama, piqueniques a tarde no parque. Uma paixão que causa inveja nos casais alheios. Uma paixão que ainda não foi escrita nas estrelas. Uma paixão que não implica, necessariamente, um casal APAIXONADO.

Essa autora que voz escreve, que sempre prezou pela paixão, que sempre levantou bandeira e fez grito de guerra a favor da paixão, ao ouvir a proposta mencionada fechou a porta na cara do indivíduo e gritou com a voz bem firme: NEM FODENDO!

A verdade é que as pessoas nos dias de hoje não tem mais tempo para se apaixonar!

Há quantos anos você não pega seu papel timbrado e sua caneta Bic azul e escreve um verso de amor, uma letra de música ou um “amo você” e surpreende a pessoa amada? Não temos mais tempo para essa baboseira sentimental, não. O mundo de hoje demanda resultado atrás de resultado. E Paixão não enche barriga, tão pouco soluciona problemas.

A mídia apetece os solteiros desamparados com promessas de sexo casual com parceiros diferenciados. A novela ensina que o bobão apaixonado termina o capítulo da noite aos “prantos e barrancos”. Então pra que se dar ao trabalho de viver um sentimento que deixa seu semblante com cara de idiota e seu bolso mais furado que esponja, se nem tempo suficiente para atualizar o status do seu facebook você tem?

Então eu volto a pensar na proposta maluca que me foi feita. No fim das contas que mal teria, a não ser a morte inevitável de se apaixonar? 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Poema para o menino com os olhos que mudam de cor

Uma vellha poesia para uma nova escritora!
Ou uma nova poesia para uma velha escritora?

"Ser ou não ser, eis a SOLUÇÃO". No Carpe Diem de cada dia, "deixando a vida me levar" como uma velha boêmia que nunca fui!


Poema para o menino com os olhos que mudam de cor - por Juliana Andreotti de Barros (todos os direitos de publicação são reservados a autora!)

"Ele tem jeito de menino moleque
Cabeça de homem sofrido
Corpo de academia mal feita
Olhos que mudam de cor
Alma que muda de cor
E uma boca que induz ao pecado
(Ele é o certo no caminho que me leva ao errado!)

Ele me enxerga sem pudor
Me despe inteira com seu olhar malicioso
Me interpreta com sua sabedoria popular
Me inquieta com suas mãos experientes
Me fascina com sua paixão esquizofrênica
(Ele me domina e me faz inconseqüente!)

Ele me chama de menina mimada
E escreve versos de amor rabiscados em caligrafia errônea
Ele me faz rir como criança, de tirar o fôlego!
E destrói meu fôlego de mulher menina madura
(Ele me intriga! E eu o quero sem censura.)

Ele desenha cicatrizes em minha boca com seu beijo ardente em febre
E critica a falta de cicatrizes em minha razão ardente em pecado
E exige me ter por inteira, mesmo que o inteiro seja apenas faz-de-conta
E acalenta meu coração com promessas de não existir um amanhã incerto
(Ele me escapa! E eu o quero sem decerto.)

Menino experiente com os olhos que mudam de cor
Homem malandro com ginga desafinada em melodia estonteante
Príncipe ou sapo,
Aprendiz ou professor,
Não vá embora! Não seja presente!
Minta para mim como quem se mente
E arda em meu corpo regozijo para manifesto do nosso primeiro adeus."


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Melô da Juliana – MC poética

Melô da Juliana – MC poética

Há alguns dias escrevi um texto sobre a velha famosa música do rei Roberto, “Esse Cara Sou Eu”. A repercussão desse texto foi tão boa que minha inspiração até decidiu entrar com pedido de aposentadoria e foi passar algum tempo na terra da razão. Hoje ela retornou, quem sabe, ainda fraca e cansada de sua folga, menos apaixonada que nunca, e decidiu atender aos pedidos de leitores queridos e fiéis que andaram protestando a ausência de novos devaneios da ex-critora Juliana.

Concomitante ao sucesso da música sobre um cara que NÃO EXISTE, a nação brasileira foi presenteada com “Amor de Chocolate” e “Se eu te pego, te envergo”: duas obras-primas de tamanha qualidade sobre a realidade dos sexos que já ultrapassaram o Calhambeque do rei com seus Camaros Amarelos, deixando para trás qualquer sabor de inocência vislumbrada e apaixonante.

Eu acredito que o funk é uma espécie de poesia para aqueles que não possuem a capacidade poética e de compreensão literária de Vinícius de Moraes. O nível de cafajestice, safadeza e desejo carnal entre uma letra de música de “MC pancadão” e a doce poesia do meu eterno muso é exatamente o mesmo. O que diferencia essas duas gerações é o público que elas atingem (e, às vezes, nem isso!). Entre “Amor de Chocolate” e “Para uma Menina com uma Flor”, entre “Se eu te pego, te envergo” e “Soneto à lua”, a diferença está na integridade das mensagens subliminares nos versos de Vinícius.

O sexo masculino que me perdoe (ou não!). Meus amigos que me relevem! E meus familiares que, por favor, não estejam lendo isso! Mas eu já fui uma donzela sonhadora que acreditou num príncipe encantado com direito a cavalo branco e final feliz. Hoje prefiro ser uma gazela sagaz que acredita num sapo às avessas com direito a caranga tunada e final (quase) imediato.

Entre “o herói esperado por toda mulher” e o CARA que “te pega e te enverga”, entre o CARA que “te espera sorrindo” e o CARA que “te espera com o corpo quente, suado, melado”, entre o CARA que te dá sono e o CARA que tira o seu sono, entre o óbvio demais e o excitante demais, ficaremos com a TERCEIRA OPÇÃO, sempre!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

ESSE CARA PODE SER VOCÊ!


(pausa na saga “Contos de Bruxa” para manifestar uma grande indignação desta pequena ex-tusiasta).

Uma coisa que até agora não entrou na minha cabeça é como a mulherada MODERNA está delirando tanto com a velha música “Esse cara sou eu” do tão aclamado Rei Roberto. Que fique muito claro que não estou questionando toda a soberania do cantor no assunto MPB. Eu praticamente cresci (ok, não cresci TANTO, mas esse assunto não está em pauta!) ouvindo “Como vai você”, entre outros, junto ao LP empoeirado de minha mãe - grande entusiasta da causa - e aprendi a gostar do som que era manipulado em meus tímpanos.

Então vem a Globo com mais uma soap opera improdutiva e lança a velha guarda do Rei como tema romântico de um casal que todo mundo sabe que vai ficar junto e viver feliz para sempre.

Eu não assisto novela, com exceção de casos onde tenho que interagir socialmente com pessoas que estão com a Globo conectada no fatídico horário nobre. Então após meses e meses do Hits ser relançado eu fui obrigada a ouvir a tão aclamada música “Esse cara sou eu”. JURO, mas JURO do fundo do meu coraçãozinho poeta que ainda acredita no amor e no príncipe encantado, que não compreendi o motivo do sucesso da tal música. Pra começo de conversa, a melodia é nauseante. Pra segundo começo de conversa, a melodia não é melodia. Pra terceiro começo de conversa, gentemmmmm, que p*** de letra de música é essa? Como eu estava ocupada demais em detestar a melodia da música, não prestei tanta atenção na letra em si. Então graças ao meu best friend Google fiz uma busca e encontrei a letra da música em um site. WTF?!

Podem me chamar do que quiser. Lá no fundo eu sou uma menininha que acredita um dia conseguir encontrar um príncipe banguela, vesgo, levemente corcunda, com muita sorte! Mas admitir ou reconhecer que existe um cara assim é querer forçar a amizade, colega!

“Ahhhh Juliana você não sabe do que está falando pq vc nunca encontrou um cara assim. Meu namorado/marido é perfeito igual o cara da música”.

“Bom, amiga, sorte a sua! Só procure um psicólogo talvez, pq esse cara não é real”.

O príncipe moderno é malandro. Ele fala que te ama, mas vai ser a causa do seu choro. Ele abre a porta do carro pra você, mas fecha a porta do coração. Ele pensa todas as noites em você...... melhor não, Juliana! Ele é seu melhor amigo, então não confie nele pois ele vai usar seus segredos contra você. Ele estará do seu lado pro que der e vier, até que você não invada o espaço dele. Ele ama você do seu jeito, mas se você mudasse para o jeito que ele quer, ele amaria milhões de vezes mais.
O cara cafajeste Vinícius de Moraes. O cara errado de Luis Fernando Veríssimo. O “sou foda” da música do Pente.... ESSE CARA sim PODE SER VOCÊ! 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Contos de Bruxa (parte 4): A lenda da princesa encantada!


O capítulo de hoje é dedicado a um querido amigo, morador do obscuro reino do Cafajestal. Os leitores que estão acompanhando o desastre da saga narrativa estão me surpreendendo com ótimas dicas, ideias, críticas... minha ex-critora interior está em festa!

Após os três primeiros capítulos que contam um pouco das desventuras amorosas da princesa/bruxa Ana Mohan, um amigo chamou a minha atenção para o caso onde os possíveis “Malandros Cafajestes” também são vítimas das princesas que se transformam em bruxas. Como esse departamento não é minha especialidade, peguei algumas dicas com representantes natos da espécie anfíbio para tentar escrever o quarto capítulo desta fábula do mundo Pikitístico! Malandros Cafajestes, Sapos, Falsas princesas e queridas Pikititas, espero de coração que adorem mais este Conto de Bruxa!

Esta é uma história sobre príncipes, princesas, sapos e bruxas. Um conto de fadas exatamente conforme manda o figurino!

“Era uma vez, há muitos e muitos anos, um Príncipe chamado MC. Príncipe MC morava num território neutro, o reino da Ilusão, situado entre dois famosos reinos da região: o reino encantado da Pikititolândia e o obscuro reino do Cafajestal.

Príncipe MC era um homem íntegro, viril, ganancioso, repleto de aspirações. Mas seu maior desejo era encontrar uma princesa para compartilhar uma vida a dois, uma união onde a soma equivalesse a unidade.

Uma bela tarde Príncipe MC resolveu sair para correr, seguindo rumo a Lagoa da Ilusão. Ao se aproximar da Lagoa, avistou de longe uma criatura angelical com rosto de mulher. Os raios de sol pareciam convergir diretamente para ela, ofuscando a visão da completa harmonia e, por isso, Príncipe MC decidiu se aproximar com cuidado para não assustar a criatura divina. Num breve sobressalto, Bruxakitita olhou para cima e avistou aquele homem que esbanjava virilidade. Os olhares de Príncipe MC e Bruxakitita se cruzaram e congelaram no tempo (por Segundos? Minutos? Horas? Dias?). A tensão entre os dois era completamente palpável. O coração de Príncipe MC formigou. Os lábios de Bruxakitita se contraíram. Em poucos milésimos de segundos dois indivíduos estranhos formaram um casal apaixonado. Príncipe MC havia encontrado a sua metade para tornar Princesa. E os dois NÃO viveram felizes para sempre.

Príncipe MC devotou todo seu carinho a Princesa Bruxakitita, que por sua vez arrancou o coração de Príncipe MC e escondeu em algum lugar situado no vasto reino da Ilusão. Nunca mais ouviu-se notícias sobre Princesa Bruxakitita. Diz a lenda que ela fugiu rumo ao reino encantado da Pikititolândia e lá permaneceu, disfarçada de princesa entre as demais Pikititas do reino.

Após o episódio onde Príncipe MC teve seu coração arrancado por uma falsa princesa, ele retornou a Lagoa da Ilusão e convocou todos os sapos que habitavam o local para unirem forças e dominar um obscuro reino localizado nos arredores. Príncipe MC sem coração tomou posse do reino do Cafajestal, tornando-se oficialmente o Sapo alfa Malandro Cafajeste.
Devido aos rumores sobre a falsa princesa Bruxakitita estar foragida no reino encantado da Pikititolândia, o ex-príncipe (atual Sapo Alfa Malandro Cafajeste) reuniu todo seu poder para acabar de uma vez por todas com o mágico e calmo reino encantado da Pikititolândia, e todas as Pikititas que o habitam. Uma a uma, Malandro Cafajeste não irá sossegar até encontrar aquela bela bruxa disfarçada de princesa que arrancou seu nobre coração e que transformou seu belo príncipe em sapo faminto por vingança.”


‘Ana, Ana, vamos ver se entendemos? A razão de existir tanto Sapo Cafajeste nesse mundo é porque estes mesmos foram vítimas de Falsas Princesas que na verdade eram Bruxas?’
‘Não, queridas Pikititas. Eu contei uma história sob o ponto de vista de um Sapo Cafajeste. A fábula existe para ser enfeitada. Cabe a cada uma de vocês descobrirem se encontraram um Ex-Príncipe ou um Autêntico Sapo sem genes de realeza. Boa sorte na caça ao Sapo!’.

CONTINUA!