Metade dela é inteiro
"Seu moço,
Olha bem para aquela menina
Como nunca – jamais! – olhou para outro alguém
Perceba além do profundo dos seus olhos castanhos
Ou o profundo de seus cabelos negros
_A alma dela também é profunda!
E os lábios coloridos buscam atenção
Para camuflar um coração que transborda cinza inerte
Seu moço,
Veja bem aquela menina
Como sempre – e todo sempre! – vai olhar para dentro de si
Ela é feita de remendos que a vida desmanchou
Ela é feita de esperança que a vida enterrou
Ela é feita de todos os sentimentos do universo
_Ela não sabe ser metade!
Sinta como a paixão dela pelas coisas simples é imensurável
Perceba como ela vive por inteiro
_Ela tem esse defeito de saber amar demais
Ela não sabe gotejar sentimentos!_
Ela é oceano fundo, cujo profundo pode causar receio
Seu moço,
Não tenha medo de navegar em tempestade
_As águas calmas dela regozijarão!
Mas é preciso muita calma,
Muito zelo
Porque ela entregou demais
Porque ela transbordou demais
Porque ela confiou demais
Porque ela ressentiu demais
Porque ela teve a alma dilacerada por não saber ser de menos
Seu moço,
_Olha bem para aquela menina!
Ela só quer um final de tarde com os pés na areia
Ela só quer planejar o almoço do final de semana
Ela só quer dormir de conchinha no leito da noite
Ela só quer saber ser inteiro para outro inteiro
(...)
Ela só precisa encontrar sua outra metade
Metade dela é inteiro!
E metade dela, seu moço,
Ainda está afogada na tangente de almas superficiais"
Por Juliana Andreotti de Barros (agosto de 2017)
espaço reservado aos amigos e entusiastas dos devaneios poéticos e literários da não consagrada autora Juliana Andreotti de Barros: uma cientista em busca de algum sentido para as infinitas sensações da sua vida. Poeta entusiasta. Escorpiana de carteirinha. Cara de anjo nascida no fascinante Halloween, facilmente confundida com uma bruxa, Mohan! ***Todos os direitos de publicação são reservados a autora!***
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Poesia de 5 minutos
Por Juliana Andreotti de Barros (Cotia, Novembro de 2016)
"Um verso finito
(Uma prece de amor)
Quiçá, meu bem
-Que mal me detém!-
Traduza o mar
Numa oração para o infinito
E na sombra no final da página
Eu enxergo cores
Eu inspiro flores
Eu expiro amores
Eu aspiro morrer desse mal de bem-me-quer
Quiçá, um porto maduro
Onde eu possa reerguer os meus muros
Abrigar um querer inseguro
E abrir a alma pra uma estória com final feliz"
"Um verso finito
(Uma prece de amor)
Quiçá, meu bem
-Que mal me detém!-
Traduza o mar
Numa oração para o infinito
E na sombra no final da página
Eu enxergo cores
Eu inspiro flores
Eu expiro amores
Eu aspiro morrer desse mal de bem-me-quer
Quiçá, um porto maduro
Onde eu possa reerguer os meus muros
Abrigar um querer inseguro
E abrir a alma pra uma estória com final feliz"
quarta-feira, 4 de maio de 2016
SÓ, POR HOJE
SÓ, POR HOJE - Poesia por Juliana Andreotti de Barros (maio de 2016)
"Só por hoje
Eu queria sentir sua boca recém acordada
E beijar o seu gosto recém amanhecido
E abraçar o seu perfume recém despertado
(Pode ser que eu tenha amado)
Só por hoje
Eu queria gritar que te amo sem o medo do amanhã, incerto
E dizer que te preciso sem o pretexto do agora, impossível
E sussurrar que te almejo com a lembrança do ontem, invivido
(Pode ser que eu tenha sentido)
Só por hoje
Eu queria extinguir da memória o teu gosto, apodrecido
E sepultar a reminiscência da tua boca, profanada
E respirar o ar sem o teu perfume, amargado...
SÓ, por hoje!"
"Só por hoje
Eu queria sentir sua boca recém acordada
E beijar o seu gosto recém amanhecido
E abraçar o seu perfume recém despertado
(Pode ser que eu tenha amado)
Só por hoje
Eu queria gritar que te amo sem o medo do amanhã, incerto
E dizer que te preciso sem o pretexto do agora, impossível
E sussurrar que te almejo com a lembrança do ontem, invivido
(Pode ser que eu tenha sentido)
Só por hoje
Eu queria extinguir da memória o teu gosto, apodrecido
E sepultar a reminiscência da tua boca, profanada
E respirar o ar sem o teu perfume, amargado...
SÓ, por hoje!"
terça-feira, 12 de abril de 2016
Devaneio
A demora do fretado pode ser inspiradora! Devaneio de 5 minutos que resultou em poesia pra vida toda!
Sem título, segue poesia por Juliana Andreotti de Barros (abril de 2016) - todos os direitos de publicação reservados à autora
"Tô com vontade de ter alguém pra poder ligar no fim da tarde
E perguntar "como foi seu dia?"
Pra poder abraçar de noite
E dormir de conchinha na madrugada
To com vontade de último primeiro beijo
E incontáveis segundos beijos
E sensação de toque na pele
Que faz a gente se sentir em casa
Tô com vontade de romantismo bobo
De casalzinho recém-casado
Pra todo o resto das nossas vidas
Tô com vontade de fazer manha pra ganhar colo
De fazer bico pra ganhar cafuné
De fazer briguinha pra ganhar amor
Tô com vontade de rasgar coração
Me alimentar de olhar seu
Matar a sede com o gosto da tua boca
Tô com vontade de gritar pras paredes
O que o mundo não é capaz de ouvir
O que o ser humano não é capaz de discernir
Morro de vontade. . Acho que já morri!"
Sem título, segue poesia por Juliana Andreotti de Barros (abril de 2016) - todos os direitos de publicação reservados à autora
"Tô com vontade de ter alguém pra poder ligar no fim da tarde
E perguntar "como foi seu dia?"
Pra poder abraçar de noite
E dormir de conchinha na madrugada
To com vontade de último primeiro beijo
E incontáveis segundos beijos
E sensação de toque na pele
Que faz a gente se sentir em casa
Tô com vontade de romantismo bobo
De casalzinho recém-casado
Pra todo o resto das nossas vidas
Tô com vontade de fazer manha pra ganhar colo
De fazer bico pra ganhar cafuné
De fazer briguinha pra ganhar amor
Tô com vontade de rasgar coração
Me alimentar de olhar seu
Matar a sede com o gosto da tua boca
Tô com vontade de gritar pras paredes
O que o mundo não é capaz de ouvir
O que o ser humano não é capaz de discernir
Morro de vontade. . Acho que já morri!"
O primeiro último à-Deus (poesia)
O primeiro último à-Deus - Por Ana Mohan (fevereiro de 2016)
"O som do coração tic-taqueia, ensurdecedor
Não se trata do vazio que tua presença deixou
Mas do inteiro que tua ausência deixará de preencher
Eu não teria feito diferente, eu teria feito melhor! O melhor último beijo. O mais demorado último abraço. Eu teria prolongado a última noite de amor por dias, até que seu corpo desfalecesse sobre o meu em agonia de puro prazer. Eu não teria parado...
Eu teria elogiado mais o seu sorriso, que me despe a alma.
Eu passaria horas olhando teu olhar por mim, que me rasga a cólera.
Eu teria acariciado cada vértice do seu colo.
Eu beijaria cada célula da sua boca.
Eu teria dilacerado, uma vez mais, cada aorta de meu coração por um último gozo de primeiro adeus.
Eu não teria feito diferente, eu teria feito menos! Menos brigas. Menos lágrimas. Menos sofrimento. Menos pé no chão. Menos implicâncias. Menos saudade. Menos horas dormidas...
Eu não teria feito diferente, eu teria feito mais! Mais brigas, para mais reconciliação. Mais lágrimas de felicidade. Mais sofrimento no cume do ápice do prazer. Mais pé no chão, descalços sobre a grama. Mais implicâncias por suas coisas bobas que, no fundam, me encantavam. Mais saudade para matarmos juntos. Mais horas dormidas, em conchinha com você...
O som do coração tic-taqueia, enlouquecedor
Não se trata da presença que teu vazio deixou
Mas da ausência que teu inteiro deixará de preencher"
"O som do coração tic-taqueia, ensurdecedor
Não se trata do vazio que tua presença deixou
Mas do inteiro que tua ausência deixará de preencher
Eu não teria feito diferente, eu teria feito melhor! O melhor último beijo. O mais demorado último abraço. Eu teria prolongado a última noite de amor por dias, até que seu corpo desfalecesse sobre o meu em agonia de puro prazer. Eu não teria parado...
Eu teria elogiado mais o seu sorriso, que me despe a alma.
Eu passaria horas olhando teu olhar por mim, que me rasga a cólera.
Eu teria acariciado cada vértice do seu colo.
Eu beijaria cada célula da sua boca.
Eu teria dilacerado, uma vez mais, cada aorta de meu coração por um último gozo de primeiro adeus.
Eu não teria feito diferente, eu teria feito menos! Menos brigas. Menos lágrimas. Menos sofrimento. Menos pé no chão. Menos implicâncias. Menos saudade. Menos horas dormidas...
Eu não teria feito diferente, eu teria feito mais! Mais brigas, para mais reconciliação. Mais lágrimas de felicidade. Mais sofrimento no cume do ápice do prazer. Mais pé no chão, descalços sobre a grama. Mais implicâncias por suas coisas bobas que, no fundam, me encantavam. Mais saudade para matarmos juntos. Mais horas dormidas, em conchinha com você...
O som do coração tic-taqueia, enlouquecedor
Não se trata da presença que teu vazio deixou
Mas da ausência que teu inteiro deixará de preencher"
quarta-feira, 23 de março de 2016
Poética (poesia)
Poética
Por Juliana Andreotti de Barros (março/2016)
"Meu coração é pássaro
-Voa e voa e voa!-
Avoado entre ninhos de corações inóspitos
-Querendo pousar!-
Repousando sobre o dorso de um berço construído com espinhos
Minha alma é pena
-Leve quando presa
Solta quando parasita!-
Doente na loucura que é ser sanidade
Sadia na lucidez que é morrer na saudade
Minha prosa é poesia
-Em versos rascunhados no ofício da vida!-
Em letras que não rimam
Em junções que não encaixam
Em estrofes que choram
Em versículos que desfalecem
Em ninhos que não repousam
-Em pássaros assombrados pelo medo de voar!"
Por Juliana Andreotti de Barros (março/2016)
"Meu coração é pássaro
-Voa e voa e voa!-
Avoado entre ninhos de corações inóspitos
-Querendo pousar!-
Repousando sobre o dorso de um berço construído com espinhos
Minha alma é pena
-Leve quando presa
Solta quando parasita!-
Doente na loucura que é ser sanidade
Sadia na lucidez que é morrer na saudade
Minha prosa é poesia
-Em versos rascunhados no ofício da vida!-
Em letras que não rimam
Em junções que não encaixam
Em estrofes que choram
Em versículos que desfalecem
Em ninhos que não repousam
-Em pássaros assombrados pelo medo de voar!"
sexta-feira, 11 de março de 2016
Apenas palavras oprimidas gritadas à rede
Não é poesia. Tampouco dissertação. Longe de ser carta. É doença, Crônica! (A autora)
"Vai, menina. Enche o peito e rasgue a coragem.
[O mundo é de quem faz!]
Perdeu as rédeas da vida? Aprenda a cavalgar pelo instinto.
Quebrou a cara? Aprenda a recolher os pedaços e a recomeçar.
Machucou a alma? Tenha a certeza que a dor de quem se permite é mais gratificante que a ausência de quem se omite.
Dilacerou o coração? Faça-o mais duas, três vezes, quatro vezes. Quantas for preciso.
Oprimiu os sentimentos? Grite aos ventos o âmago que existe em você.
[O mundo é de quem chora!]
Escreva palavras de amor, e não se prenda a rimas.
Ouça músicas bregas, e não se apague a censuras.
Dance desengonçada, e não se atente a quem te assiste.
[O mundo é de quem move!]
Abrace com todos os músculos.
Beije com todos os nervos.
Faça amor com todos os ossos.
Seja amor com toda a alma.
Vai, menina. Rasgue o peito e encha a coragem.
[O mundo é agora!]"
Por Juliana Andreotti de Barros (Março/2016). Sem título e sem especificações. Apenas palavras oprimidas gritadas à rede.
"Vai, menina. Enche o peito e rasgue a coragem.
[O mundo é de quem faz!]
Perdeu as rédeas da vida? Aprenda a cavalgar pelo instinto.
Quebrou a cara? Aprenda a recolher os pedaços e a recomeçar.
Machucou a alma? Tenha a certeza que a dor de quem se permite é mais gratificante que a ausência de quem se omite.
Dilacerou o coração? Faça-o mais duas, três vezes, quatro vezes. Quantas for preciso.
Oprimiu os sentimentos? Grite aos ventos o âmago que existe em você.
[O mundo é de quem chora!]
Escreva palavras de amor, e não se prenda a rimas.
Ouça músicas bregas, e não se apague a censuras.
Dance desengonçada, e não se atente a quem te assiste.
[O mundo é de quem move!]
Abrace com todos os músculos.
Beije com todos os nervos.
Faça amor com todos os ossos.
Seja amor com toda a alma.
Vai, menina. Rasgue o peito e encha a coragem.
[O mundo é agora!]"
Por Juliana Andreotti de Barros (Março/2016). Sem título e sem especificações. Apenas palavras oprimidas gritadas à rede.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
E no meio de tanta gente, eu encontrei você!
"E no meio de tanta gente eu encontrei você. Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, Você veio. E eu que pensava que não ia me apaixonar.(...)"
E no meio de tanta gente, eu encontrei você! (Por Juliana Andreotti de Barros - fevereiro/2016)
Um quadro cinzento. Desenhado com pinceladas de fumaça de escapamento de caminhões. Buzinas ensurdecedoras de um mundo apressado. Centenas de pessoas se trombando em maratona por um dia a menos de vida. O bebê chorando no colo da mãe. O vendedor ambulante. O passarinho caído na guia da calçada. O botão de Maria-sem-vergonha apontando um início de vida finita. O telefone tocando. O bloco de tarefas. O documento para entregar. O murmurinho da voz de uma inimizade. A porta batendo. Crianças gritando. O pedinte mendigando um pedaço de pão. O bom dia ‘quase que sussurrado’. O barulho do teclado do computador. O sinal de alerta. O ir-e-vir que não chega a lugar nenhum... Em meio ao cinza todo, um feixe de sol - ainda tímido - de segunda-feira de manhã, iluminando aquela mexa de cabelo que ficou despenteada... Um quadro divino!
Eu apenas admirava. Incapaz de reproduzir em palavras aquilo que o coração explodia em emoção.
Qual será a história dessa pessoa? Quantos amores ela teve? Qual a cor da sua alma? Quais segredos ela esconde? Será que ela canta? Será que dança? Será que gosta de amora? Quanto tempo leva para eu conhece-la? Qual o sabor do seu beijo quando acorda? Aposto que ela sabe que é incrível... (Será)? Quanto tempo estou parada admirando ela? Vou falar com ela? Quero conhece-la!
Neste momento o trem das Sete chegou. A multidão frenética voltou minha atenção para o feixe de sol que ofuscava meus olhos castanho-jabuticaba. Arrumei a mexa de cabelo que estava despenteada. Guardei cuidadosamente o espelho que eu segurava avoada durante minutos, e finalmente conferi se o batom vermelho estava sem nenhum borrão! Entrei no trem e segui rumo, aliviada por ter encontrado, uma vez mais, meu Eu, que tantas vezes se perde no cotidiano e nas (faltas de!) atitudes alheias...
Nota da autora: Algumas vezes estamos tão focados em encontrar outras pessoas, que acabamos nos perdendo de nós mesmos. Esquecemos nosso poder. Nossa unicidade. Nosso bastar-se de si mesmo. Perca-se quantas vezes for necessário, mas corra se encontrar todas as vezes que for preciso. No meio de tanta gente nesse mundo existe uma pessoinha absolutamente especial e que te fará imensamente feliz: você! Lute por você. Apaixone-se por você. Faça planos por você. Encontre você no meio de tanta gente, e finalmente outras pessoas começarão a te encontrar também!
E no meio de tanta gente, eu encontrei você! (Por Juliana Andreotti de Barros - fevereiro/2016)
Era segunda-feira de manhã. O sol - ainda tímido - aquecia a pele nua e rosada da bochecha, dava brilho celestial ao par de olhos castanho-jabuticaba, alçava fogo no escarlate dos lábios que permaneciam semiabertos.
Um quadro cinzento. Desenhado com pinceladas de fumaça de escapamento de caminhões. Buzinas ensurdecedoras de um mundo apressado. Centenas de pessoas se trombando em maratona por um dia a menos de vida. O bebê chorando no colo da mãe. O vendedor ambulante. O passarinho caído na guia da calçada. O botão de Maria-sem-vergonha apontando um início de vida finita. O telefone tocando. O bloco de tarefas. O documento para entregar. O murmurinho da voz de uma inimizade. A porta batendo. Crianças gritando. O pedinte mendigando um pedaço de pão. O bom dia ‘quase que sussurrado’. O barulho do teclado do computador. O sinal de alerta. O ir-e-vir que não chega a lugar nenhum... Em meio ao cinza todo, um feixe de sol - ainda tímido - de segunda-feira de manhã, iluminando aquela mexa de cabelo que ficou despenteada... Um quadro divino!
Eu apenas admirava. Incapaz de reproduzir em palavras aquilo que o coração explodia em emoção.
Qual será a história dessa pessoa? Quantos amores ela teve? Qual a cor da sua alma? Quais segredos ela esconde? Será que ela canta? Será que dança? Será que gosta de amora? Quanto tempo leva para eu conhece-la? Qual o sabor do seu beijo quando acorda? Aposto que ela sabe que é incrível... (Será)? Quanto tempo estou parada admirando ela? Vou falar com ela? Quero conhece-la!
Neste momento o trem das Sete chegou. A multidão frenética voltou minha atenção para o feixe de sol que ofuscava meus olhos castanho-jabuticaba. Arrumei a mexa de cabelo que estava despenteada. Guardei cuidadosamente o espelho que eu segurava avoada durante minutos, e finalmente conferi se o batom vermelho estava sem nenhum borrão! Entrei no trem e segui rumo, aliviada por ter encontrado, uma vez mais, meu Eu, que tantas vezes se perde no cotidiano e nas (faltas de!) atitudes alheias...
Nota da autora: Algumas vezes estamos tão focados em encontrar outras pessoas, que acabamos nos perdendo de nós mesmos. Esquecemos nosso poder. Nossa unicidade. Nosso bastar-se de si mesmo. Perca-se quantas vezes for necessário, mas corra se encontrar todas as vezes que for preciso. No meio de tanta gente nesse mundo existe uma pessoinha absolutamente especial e que te fará imensamente feliz: você! Lute por você. Apaixone-se por você. Faça planos por você. Encontre você no meio de tanta gente, e finalmente outras pessoas começarão a te encontrar também!
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Procura-se um amor sem aplicativos no celular
Procura-se um amor sem aplicativos no celular - um texto por Juliana Andreotti de Barros
Após o famigerado texto (orgulho da mãezinha aqui!!!) “Procura-se um amor com barriga de cerveja”, eis uma vã tentativa de espalhar o meu ponto de vista sobre os relacionamentos ultra-modernos (termo o qual, com certeza, já deve ter caído em desuso nos dias atuais).
Esses dias eu estava na balada com algumas amigas, quando surgiu o assunto “olha o carinha que eu conheci no... Pof!!!”. Por um momento me assustei, achando que alguém havia levado um tombo. Mas depois de muito olhar para baixo e não ver ninguém esborrachado no chão, percebi que as demais meninas ao meu redor estavam com os olhos colados na telinha vibrante de um celular.
Pof! Mas não era Tinder? Mas eu só uso o facebook. Peraí.. tem aplicativo para paquerar??
Podem me chamar do que quiser: ultrapassada, falsa moralista, antiquada, old school, ou o que for. Mas eu jamais vou me submeter a um aplicativo apelativo à relacionamentos de, na maioria dos casos, um encontro só! Por outro lado o “sair e, de repente, conhecer uma pessoa legal” está ficando cada vez menos possível, visto que nos lugares pré-definidos para socialização e “paquera” (outro termo, na certa, metade das pessoas que estão lendo esse texto não saberão o que significa), as pessoas não desgrudam mais os olhos de seus RESPECTIVOS celulares. De repente o amor da sua vida está ali, bem a sua frente, mas os seus olhos e os dele estão focados aonde o incrível brilho do celular está.
Acho que esse é um dos grandes dilemas da solteirice moderna. Encontrar alguém já não era simples no passado, onde não existiam celulares, tampouco chamariscos aplicativos de relacionamentos, e a interação ficava por conta da troca de olhares em lados opostos da balada, e com sorte uma mensagem escrita em guardanapo (geralmente sujo com óleo de salgadinho) no final.
Hoje em dia o buraco está muito mais fundo. Se você tem a sorte de conseguir uma interação pessoal em carne-e-osso com a pessoa desejada no recinto da balada, ainda há o dilema de “em quantos aplicativos de ‘paquera’ esse cara está”, somado ao fato de que você não se encontra em nenhum deles, multiplicado pelo fato de que você não tem mais idade tampouco paciência para ficar flertando cara-a-cara, quanto menos “tela-a-tela”.
Era tão mais fácil a minha adolescência: você gostava de uma pessoa. Sua melhor amiga ia conversar com o melhor amigo dessa pessoa. E um belo dia vocês se encontravam e trocavam beijos de adolescentes, e no final das contas ninguém precisava excluir ou bloquear ninguém de aplicativo algum.
A busca de um relacionamento nos dias atuais é demasiadamente cansativa. E eu, particularmente, já não tenho mais paciência ou saco para certas formalidades. Se atualizar o status do meu facebook já está ocupando um tempo precioso das minhas horas, imagina ter que lidar com Pof’s, Tinder’s, Badoo’s, Date Me’s, Flert’s (eu fiz uma busca no google! Rs) e afins para ter a mínima chance de um encontro desastroso e desgostoso num final de semana? Ah, eu prefiro mesmo é ficar em casa e encher minha barriga com comédia barata, e saturar meu coração com óleo de pipoca de micro-ondas.
O novo ideal de homem nos tempos modernos não é o príncipe montado no cavalo branco, não! Nem o cordeiro em pele de cafajeste. O desafio está em encontrar pessoas que se relacionam pele-a-pele. Boca-a-boca. Olhos-nos-olhos. Face-to-face...book? Não. Para um novo amor, um velho celular, por favor!
Após o famigerado texto (orgulho da mãezinha aqui!!!) “Procura-se um amor com barriga de cerveja”, eis uma vã tentativa de espalhar o meu ponto de vista sobre os relacionamentos ultra-modernos (termo o qual, com certeza, já deve ter caído em desuso nos dias atuais).
Esses dias eu estava na balada com algumas amigas, quando surgiu o assunto “olha o carinha que eu conheci no... Pof!!!”. Por um momento me assustei, achando que alguém havia levado um tombo. Mas depois de muito olhar para baixo e não ver ninguém esborrachado no chão, percebi que as demais meninas ao meu redor estavam com os olhos colados na telinha vibrante de um celular.
Pof! Mas não era Tinder? Mas eu só uso o facebook. Peraí.. tem aplicativo para paquerar??
Podem me chamar do que quiser: ultrapassada, falsa moralista, antiquada, old school, ou o que for. Mas eu jamais vou me submeter a um aplicativo apelativo à relacionamentos de, na maioria dos casos, um encontro só! Por outro lado o “sair e, de repente, conhecer uma pessoa legal” está ficando cada vez menos possível, visto que nos lugares pré-definidos para socialização e “paquera” (outro termo, na certa, metade das pessoas que estão lendo esse texto não saberão o que significa), as pessoas não desgrudam mais os olhos de seus RESPECTIVOS celulares. De repente o amor da sua vida está ali, bem a sua frente, mas os seus olhos e os dele estão focados aonde o incrível brilho do celular está.
Acho que esse é um dos grandes dilemas da solteirice moderna. Encontrar alguém já não era simples no passado, onde não existiam celulares, tampouco chamariscos aplicativos de relacionamentos, e a interação ficava por conta da troca de olhares em lados opostos da balada, e com sorte uma mensagem escrita em guardanapo (geralmente sujo com óleo de salgadinho) no final.
Hoje em dia o buraco está muito mais fundo. Se você tem a sorte de conseguir uma interação pessoal em carne-e-osso com a pessoa desejada no recinto da balada, ainda há o dilema de “em quantos aplicativos de ‘paquera’ esse cara está”, somado ao fato de que você não se encontra em nenhum deles, multiplicado pelo fato de que você não tem mais idade tampouco paciência para ficar flertando cara-a-cara, quanto menos “tela-a-tela”.
Era tão mais fácil a minha adolescência: você gostava de uma pessoa. Sua melhor amiga ia conversar com o melhor amigo dessa pessoa. E um belo dia vocês se encontravam e trocavam beijos de adolescentes, e no final das contas ninguém precisava excluir ou bloquear ninguém de aplicativo algum.
A busca de um relacionamento nos dias atuais é demasiadamente cansativa. E eu, particularmente, já não tenho mais paciência ou saco para certas formalidades. Se atualizar o status do meu facebook já está ocupando um tempo precioso das minhas horas, imagina ter que lidar com Pof’s, Tinder’s, Badoo’s, Date Me’s, Flert’s (eu fiz uma busca no google! Rs) e afins para ter a mínima chance de um encontro desastroso e desgostoso num final de semana? Ah, eu prefiro mesmo é ficar em casa e encher minha barriga com comédia barata, e saturar meu coração com óleo de pipoca de micro-ondas.
O novo ideal de homem nos tempos modernos não é o príncipe montado no cavalo branco, não! Nem o cordeiro em pele de cafajeste. O desafio está em encontrar pessoas que se relacionam pele-a-pele. Boca-a-boca. Olhos-nos-olhos. Face-to-face...book? Não. Para um novo amor, um velho celular, por favor!
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Escorpiana – uma alma sem reservas (Poesia)
Vinícius de Moraes. Ah, meu poetinha adorado... Até VOCÊ tentou d-escrever a mulher escorpiana, em seu verso lindamente perspicaz. Mas apenas uma alma escorpiana entende outra alma escorpiana. Assim sendo, atrevo-me a cantar.
Escorpiana – uma alma sem reservas (Poesia) - Por Ana Mohan (julho de 2015)
"Ela é compaixão
Ela é desejo
Ela é veneno
Ela é amor que tem medo de amar
Ela é aflição
Ela é inteiro
Ela é metade cheio
Ela é pavor que não quer se apavorar
Ela é hora do recreio em dia de escola
Ela é hora do almoço em dia de trabalho
Ela é o happy hour em dia de reunião
Ela é a hora certa em ponteiros tortos
Em relógios quebrados que temem contra o tempo
-E a solidão!-
Ela é pecado florescido em campo de lírios
Ela é embriaguez despertada em água cristalina
Ela é inspiração denegrida em versos sob a luz de tirania
Ela é desconhecido profundo, que corrói a inocência
-Ela é a hora certa que não quer se apavorar!-
-Ela é ponteiro torto que tem medo de amar!-
-Ela é metade cheio!-
Ela é uma alma sem reservas"
Escorpiana – uma alma sem reservas (Poesia) - Por Ana Mohan (julho de 2015)
"Ela é compaixão
Ela é desejo
Ela é veneno
Ela é amor que tem medo de amar
Ela é aflição
Ela é inteiro
Ela é metade cheio
Ela é pavor que não quer se apavorar
Ela é hora do recreio em dia de escola
Ela é hora do almoço em dia de trabalho
Ela é o happy hour em dia de reunião
Ela é a hora certa em ponteiros tortos
Em relógios quebrados que temem contra o tempo
-E a solidão!-
Ela é pecado florescido em campo de lírios
Ela é embriaguez despertada em água cristalina
Ela é inspiração denegrida em versos sob a luz de tirania
Ela é desconhecido profundo, que corrói a inocência
-Ela é a hora certa que não quer se apavorar!-
-Ela é ponteiro torto que tem medo de amar!-
-Ela é metade cheio!-
Ela é uma alma sem reservas"
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Solstício em Mi sustenido (Poesia)
Nota da autora: Nova poesia. Velho amor. Nova história.... Velha poesia. Novo amor. Velha história....
Solstício em Mi sustenido - Poesia por Juli Ana Mohan (julho de 2015)
"[Ele apareceu como uma promessa de um amanhã]
Eu andava distraída
Vagueando pelas ruas meu coração fragmentado, póstumo
Dilacerando sentimentos que não deviam, jamais, ter florescido
[Ele me ofereceu uma mão a uma alma que tinha sede de solidão]
Como uma promessa de um amanhã!
Os olhos carregavam desejo e tristeza
A boca sangrava volúpia
As mãos transpiravam urgência
O corpo ardia em meu corpo
A alma transviava a minha alma
[Ele me ofereceu pecado, e transbordou a minha calma!]
Eu andava distraída
Mendigando migalhas de fé que alimentassem meu espírito pecaminoso
[Ele apareceu como uma promessa de um amanhã]
E me ofereceu a sua mão
[Como uma promessa de um amanhã]
E me ofereceu pecado
[Como uma promessa de um amanhã]
E transbordou a minha alma
[Que tinha sede de solidão]"
Solstício em Mi sustenido - Poesia por Juli Ana Mohan (julho de 2015)
"[Ele apareceu como uma promessa de um amanhã]
Eu andava distraída
Vagueando pelas ruas meu coração fragmentado, póstumo
Dilacerando sentimentos que não deviam, jamais, ter florescido
[Ele me ofereceu uma mão a uma alma que tinha sede de solidão]
Como uma promessa de um amanhã!
Os olhos carregavam desejo e tristeza
A boca sangrava volúpia
As mãos transpiravam urgência
O corpo ardia em meu corpo
A alma transviava a minha alma
[Ele me ofereceu pecado, e transbordou a minha calma!]
Eu andava distraída
Mendigando migalhas de fé que alimentassem meu espírito pecaminoso
[Ele apareceu como uma promessa de um amanhã]
E me ofereceu a sua mão
[Como uma promessa de um amanhã]
E me ofereceu pecado
[Como uma promessa de um amanhã]
E transbordou a minha alma
[Que tinha sede de solidão]"
quarta-feira, 4 de março de 2015
Semente de Anjo
Semente de Anjo - por Juliana Andreotti de Barros (Março/2015)
Em memória de minha sobrinha Helena Maria Canale Barros (14/04/2014 - 15/04/2014)
"O sol raiou
E seu espírito elevou
Um anjo subiu aos céus
Carregando em alma o coração de Helena
Soprou como uma brisa fresca de verão
Que traz paz para a pele, quando chega ao coração
Que leva angústia na sede, quando o amor nos consome
Pequenina dos olhos castanhos-jambo
Das bochechas rosadas
Do cabelo negro, fino,
Com cheirinho de amanhecer de domingo
Deus te quis
-Mais que a todos nós-
Em tua alma pura e serena
Que o mundo poderia vir a corromper
Deus te fez anjo
Deus te fez guardiã
Deus te fez menina
Deus te fez mártir
Em abdicação por um mundo que tem fome de amor
E a nós restou a saudade de teu sopro de vida humana
E a nós ficará a eternidade dos milagres que tua semente instituiu
Helena Maria
-Pequena menina guerreira-
Meu anjo nascido em terra
Nosso pedaço de eternidade em céu
Volte logo, minha pequena
Pois meu coração pesaroso aquece com tua proteção em Deus
Te vejo em breve, minha menina
Porque a nós jamais caberá nenhum adeus..."
Em memória de minha sobrinha Helena Maria Canale Barros (14/04/2014 - 15/04/2014)
"O sopro de vida mais grandioso em meu mundo medíocre"
Em memória de minha sobrinha Helena Maria Canale Barros (14/04/2014 - 15/04/2014)
"O sol raiou
E seu espírito elevou
Um anjo subiu aos céus
Carregando em alma o coração de Helena
Soprou como uma brisa fresca de verão
Que traz paz para a pele, quando chega ao coração
Que leva angústia na sede, quando o amor nos consome
Pequenina dos olhos castanhos-jambo
Das bochechas rosadas
Do cabelo negro, fino,
Com cheirinho de amanhecer de domingo
Deus te quis
-Mais que a todos nós-
Em tua alma pura e serena
Que o mundo poderia vir a corromper
Deus te fez anjo
Deus te fez guardiã
Deus te fez menina
Deus te fez mártir
Em abdicação por um mundo que tem fome de amor
E a nós restou a saudade de teu sopro de vida humana
E a nós ficará a eternidade dos milagres que tua semente instituiu
Helena Maria
-Pequena menina guerreira-
Meu anjo nascido em terra
Nosso pedaço de eternidade em céu
Volte logo, minha pequena
Pois meu coração pesaroso aquece com tua proteção em Deus
Te vejo em breve, minha menina
Porque a nós jamais caberá nenhum adeus..."
Em memória de minha sobrinha Helena Maria Canale Barros (14/04/2014 - 15/04/2014)
"O sopro de vida mais grandioso em meu mundo medíocre"
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
A geração de mulheres "Sou pra casar" no banco de reservas cativo do relacionamento moderno
Um texto por Juli Ana Mohan (Dezembro de 2014)
“VOCÊ é mulher pra casar!!!!!!!!!!”
Quantas vezes VOCÊ já ouviu isso na vida? Eu mesma ouço quase
todo sábado em alguma mesa de boteco, seguida pela expressão “Eu sou diferente
de todos os outros homens que você conhece”. Ah, o delusório conto-de-fadas
moderno, intensificado pela falta de memória precoce – estimulada pela malbendita
cachaça – que faz toda mulher suspirar e voltar a fortalecer aquele fio bem
fininho de esperança “dessa vez vai ser diferente!”.
Você tem beleza. Você tem um emprego bom. Você tem um
sorriso sincero. Você tem bom humor. Você tem amigos para se desprender do
apego de um macho alfa. Você tem estilo. Você tem família. Você tem casa
própria. Você tem apreço pelo próximo. Você tem carinho pelos animais. Você ama e cuida da natureza. Então
por que você ainda está solteira? “VOCÊ SÓ NÃO TEM BOM GOSTO PARA HOMENS,
CARA COLEGA!” Vamos ser realistas: a verdade é ESTA!
Amigas e mais amigas socorrem à minha pessoa procurando
respostas para a falta de homens decentes no mercado. Homens que sabem o que
querem. Homens, na verdade, que queiram alguma coisa... qualquer coisa! Talvez
por eu possuir um histórico de uma vasta gama em termos de relacionamentos,
muitas se confundem acreditando que eu tenho a resposta para esse bicho de sete
cabeças...Agora me respondam, colegas! Se eu tivesse a resposta pra pergunta
mais cabeluda do século, por que raios eu ainda estaria solteira??
A verdade é que eu tenho ciência do meu estado perpétuo de
solteirice....e ele se chama, em termos gerais, “a síndrome do dedo podre
com alta preferência para homens que não prestam”! Mas deixemos a minha pessoa
de lado (eu planto cafajestes, eu colho cafajestes!). E quanto a você, cara
colega, mulher pra casar, que monta assento perpétuo no banco vizinho ao lado
do meu...por que ainda está solteira? É tempo de olhar pro espelho bem a frente
do nosso nariz e perguntar-se se estamos fazendo as escolhas certas. Se estamos
nos permitindo às pessoas certas. Se estamos abrindo espaço em nosso coração
para deixar entrar as pessoas certas.
O meu coração já virou a casa da mãe Joana. Foi um entra-e-sai
tão absurdamente violento que nos dias de hoje ele já nem sabe mais o que está
entrando, o que está lá dentro e o que já saiu. Mas para as demais mulheres que
possuem um coração imaculado, o grande segredo é saber quem você vai deixar entrar,
e quem você vai permitir ficar. Quem vai cuidar para que em seu coração jamais
entre um outro alguém. Quem vai vigiar os muros e muralhas que guardam o maior
tesouro: o amor!
Como mulher mimimi eu ainda não perdi as esperanças de um
amor cansado, caolho, levemente corcunda e com indícios de estrabismo. Como
poeta boêmia, cada retalho remendado em meu coração é o convite ao exagero
camoniano da minha poesia. Como ser humano, cada amiga que chora ao meu ombro
pela dor de um “ex-romance” findado é sinônimo de “vamos sair pra beber,
esquecer aquele idiota e conhecer novos idiotas!”.
Homens decentes mundo afora existem, sim! Aos montes? Seria
hipocrisia de minha parte falar que não há nenhum modelo compatível, fiel e
apresentável nesse planeta habitado por bilhões de pessoazinhas...Talvez as
escolhas tenham que mudar. Talvez o desafio seja mudar o padrão “malandro/cafajeste/sem-vergonha/
mas-com-aquele-beijo-maravilhoso-e-aquela-pegada-transcendental” por um modelo
mais confiável, seguro, não tão “me leva às alturas”, e que saiba cuidar do nosso
coração (por que, cá entre nós, eu já desisti dessa tarefa impossível!)....
Tudo é uma questão de trocar o duvidoso pelo certo. O "com muita graça" pelo "talvez sem nenhuma graça". O "meu Deus do céu, o que foi isso?" pelo "Meu Deus do céu, só isso?"... Mas, no fim das contas, tudo é uma questão de trocar "uma vida vazia com picos de momentos explosivos" por "uma vida completa com a serenidade de um amor tranquilo". Diz ai, quem é que troca?
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Eu, protagonista de mim
Poesia, poesia, poesia. POESIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Por Ana Mohan - a poeta que está dando piruetas de felicidade pela poesia vivida e, principalmente, decifrada em palavras por Juliana Andreotti de Barros
Por Ana Mohan - a poeta que está dando piruetas de felicidade pela poesia vivida e, principalmente, decifrada em palavras por Juliana Andreotti de Barros
'Procura-se um amor que goste de poetas' (a autora)
Eu, protagonista de mim (Dezembro de 2014)
Talvez essa seja a fatalidade dos poetas
Amar ao extremo
Sofrer ao extremo
Escrever para curar a dor
Talvez a alma gêmea dos poetas seja a própria poesia
E o amor que carregam junto a ela
E o respeito que carregam junto a ela
E o final da página em branco que é a esperança do “pra vida
inteira”
Talvez o poeta nasceu para viver sozinho no hoje
Na morte constante do ontem
No desejo ressuscitar o amanhã
Talvez o poeta seja um mártir
Na boemia de consagração de seus versos
Em pudor de sua própria fé, mundana
Em sacrifício de um coração remendado por amores sem finais
da página em branco
Talvez eu seja, por fim, poeta por inteiro
Na morte constante do ontem
Na boemia de consagração de meus versos
Em sacrifício de um coração remendado
Por uma poesia que é a realidade do “pra vida inteira”
domingo, 29 de junho de 2014
A incrível geração de mulheres neu-ro-b-óticas
A incrível geração de mulheres neu-ro-b-óticas (texto por Juliana Andreotti de Barros)
Há algumas semanas vários amigos virtuais estavam compartilhando o link de um artigo cujo título aguçou minha curiosidade literária (e, confesso, a feminina também!). “A Incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo que um homem NÃO quer”. De cunho levemente feminista “Eu sou bem sucedida e independente! E homens não gostam disso”, eu simpatizei (em partes) com o texto da escritora consagrada.
Após esse artigo fazer a maior explosão no site do Estadão, naturalmente surgiram as partidárias de esquerda, lateral, horizontal, vertical e diagonal do segmento feminista. E os partidários machistas também. Eu confesso que fiquei com preguiça de ler todos os artigos ramificados que surgiram em DECADÊNCIA ao primeiro, porém ontem me deparei com o vídeo de uma feminista que se intitula “ácida” criticando as mulheres que se identificaram com o texto e chamando-as de “mulheres frustradas e mimimi”.
Bom, caros amigos. Essa escritora “des-consagrada” que vos escreve não tem a intenção de tomar partido para nenhum dos diversos lados deste polígono sem-vergonha. Porém, verdade seja dita, eu sinto pena das mulheres que não possuem voz própria e dependem das escritoras alheias para tomar partido por um lado que as torne descolada, IN e cool neste mundo ainda-mais-sem-vergonha.
Se somos a mulher mimimi, a mulher romântica, a mulher apaixonada, a mulher caseira, a mulher quero-um-amor-pra-vida-toda, consequentemente somos a mulher careta.
Se somos a mulher descolada, a mulher misteriosa, a mulher to-nem-aí, a mulher baladeira, a mulher foco-no-trabalho, a mulher quero curtição, consequentemente somos julgadas promíscuas e não convencional.
É hora de ligar o FODA-SE (sim, é um PUTA de um “palavrão” – na verdade é uma palavrinha bem pequena. Mas whatever!) e ser a mulher que você quiser! Seja a mulher que te satisfaz, independente do que a sociedade mesquinha vai pensar! Seja a mulher curtição em coração romantiquinho. Seja a mulher mimimi em agitação baladeira. Seja a mulher misteriosa que, em segredo, quer-um-amor-pra-vida-toda. Só não seja aquilo que a sociedade impõe como padrão a você. Não seja a mulher que fica em cima do muro entre textos e pretextos e que não sabe qual rumo seguir a ferro e fogo. Seja a mulher que nenhum homem quer, mas aquela que você mais admira. Seja a mulher que você sempre sonhou, e não aquela mulher que todo homem sonha. Seja a mulher que te faz feliz e, consequentemente, será a mulher que fará outras pessoas felizes com você!
Há algumas semanas vários amigos virtuais estavam compartilhando o link de um artigo cujo título aguçou minha curiosidade literária (e, confesso, a feminina também!). “A Incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo que um homem NÃO quer”. De cunho levemente feminista “Eu sou bem sucedida e independente! E homens não gostam disso”, eu simpatizei (em partes) com o texto da escritora consagrada.
Após esse artigo fazer a maior explosão no site do Estadão, naturalmente surgiram as partidárias de esquerda, lateral, horizontal, vertical e diagonal do segmento feminista. E os partidários machistas também. Eu confesso que fiquei com preguiça de ler todos os artigos ramificados que surgiram em DECADÊNCIA ao primeiro, porém ontem me deparei com o vídeo de uma feminista que se intitula “ácida” criticando as mulheres que se identificaram com o texto e chamando-as de “mulheres frustradas e mimimi”.
Bom, caros amigos. Essa escritora “des-consagrada” que vos escreve não tem a intenção de tomar partido para nenhum dos diversos lados deste polígono sem-vergonha. Porém, verdade seja dita, eu sinto pena das mulheres que não possuem voz própria e dependem das escritoras alheias para tomar partido por um lado que as torne descolada, IN e cool neste mundo ainda-mais-sem-vergonha.
Se somos a mulher mimimi, a mulher romântica, a mulher apaixonada, a mulher caseira, a mulher quero-um-amor-pra-vida-toda, consequentemente somos a mulher careta.
Se somos a mulher descolada, a mulher misteriosa, a mulher to-nem-aí, a mulher baladeira, a mulher foco-no-trabalho, a mulher quero curtição, consequentemente somos julgadas promíscuas e não convencional.
É hora de ligar o FODA-SE (sim, é um PUTA de um “palavrão” – na verdade é uma palavrinha bem pequena. Mas whatever!) e ser a mulher que você quiser! Seja a mulher que te satisfaz, independente do que a sociedade mesquinha vai pensar! Seja a mulher curtição em coração romantiquinho. Seja a mulher mimimi em agitação baladeira. Seja a mulher misteriosa que, em segredo, quer-um-amor-pra-vida-toda. Só não seja aquilo que a sociedade impõe como padrão a você. Não seja a mulher que fica em cima do muro entre textos e pretextos e que não sabe qual rumo seguir a ferro e fogo. Seja a mulher que nenhum homem quer, mas aquela que você mais admira. Seja a mulher que você sempre sonhou, e não aquela mulher que todo homem sonha. Seja a mulher que te faz feliz e, consequentemente, será a mulher que fará outras pessoas felizes com você!
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Descomplique(se)!
Texto por Juliana Andreotti de Barros (2013), publicado em Junho de 2014.
"Eu acho que tem gente que leva a vida muito a sério! Não que a vida não deva ser levada a sério, porém não tem que ser levada à risca!
Deixar-se errar de vez em quando faz bem...a gente aprende a acertar!
Sorrir por coisas pequenas constrói a verdadeira felicidade.
Chorar o leite derramado não solucionará seu problema, mas afogará sua mágoa...que mal tem nisso?
Assistir a filmes "água com açúcar" para tentar aumentar sua fé em finais felizes nunca é demais.
Dançar desengonçadamente sua música favorita sem se preocupar com as pessoas que estão olhando é libertador.
Cantar aquela música no chuveiro com sua voz desafinada chega a ser um transe.
Gastar uma tarde no parque com alguém que você gosta, deitado na grama, olhando pro céu azul de um dia ensolarado pode ser o auge da sua satisfação.
"Gaste mais horas realizando que sonhando", dizia o pensador!
Complique menos, descomplique mais! Ser feliz não é uma tarefa, é uma arte!"
terça-feira, 3 de junho de 2014
Como se livrar das garras desse amor (des)gostoso?!
Textículo! por Juliana Andreotti de Barros (Junho, 2014)
Como se
livrar das garras desse amor (des)gostoso?!
Virou febre
na rede social Facebook eventos imaginários que estão atraindo milhares de
participantes virtuais. São eventos sátiros com as mais diversas temáticas,
desde ‘inauguração do trem-bala no Rio’ até ‘viagem para Acapulco com tudo pago
pelo Sr. Barriga’ (cá entre nós, ri litros – e não seria fantástico?).
Mas quando
eu fui convidada para o “Workshop de como se livrar das garras desse amor
gostoso”, ministrado por ninguém(s) menos que Chitãozinho e Xororó, eu TIVE que
clicar no ícone “Participar” e compartilhar com todos meus amigos!
Piada vem,
piada vai. Mas o assunto aqui é sério!
Bem lá no
fundo eu precisava desse Workshop em dinâmica intensiva. E ai, colega... COMO
SE LIVRAR DAS GARRAS DE UM AMOR, DESgostoso (ou não)?
Existem
centenas (senão milhares!) de livros, teorias e caralho a quatro sobre términos
de relacionamentos. Mas a verdade universal é que não existe fórmula para
superar a dor de nenhum tipo de final (seja um namoro, um casamento, um
falecimento...). Existem, sim, soluções encapsuladas que ajudam a minimizar.
Mas finalizar por completo (ou simplesmente um impedimento para deixar que a
dor comece a se proliferar) depende SÓ e SOMENTE SÓ de um fator: VOCÊ!
Eu já
encarei vários finais em minha vida. Namoro. Morte. Trabalho. E depois de dar
muito murro em ponta de faca tentando buscar a solução mais eficiente para
cortar a dor, descobri que EU era meu único caminho cujas pernas podiam levar
para longe da dor. (Às vezes, não tão longe). Mas caminhar paralelamente a ela já
diminui o risco de cruzamentos desnecessariamente embaraçosos.
Verdade seja
dita, meus caros, é que Chitãozinho e Xororó – (PARÊNTESES!!!) : em toda
sua breguice sertaneja enrustida e debaixo da falta de caracóis daqueles
cabelinhos de tremendo mau gosto – acertaram em cheio na solução para o
livramento das garras do amor gostoso: “O
jeito é relaxar, e começar tudo de novo!” E c'est fini!
sexta-feira, 21 de março de 2014
O plebeu encantado
Não é prosa. Tampouco é poesia. Será fantasia? É aquilo que você quiser que seja! Sim... você mesmo, caro e querido leitor!
O plebeu encantado - por Juliana Andreotti de Barros
(para meu plebeu encantado...)
(para meu plebeu encantado...)
"Ele não é o príncipe encantado pelo qual você suspirou a adolescência (e início da fase adulta) toda. Mas ele destrói seu fôlego de mulher.
Ele não vai falar que te ama todos os dias. Mas ele vai falar sobre amor.
Ele não te liga pra falar o quanto você é especial pra ele. Mas ele te liga pra contar que está puto com o gerente do banco que não aprovou o aumento do crédito dele.
Ele não vai jogar rosas por onde você passar. Mas ele vai sair de casa a noite pra comprar o sorvete que você teve vontade repentina de comer.
Ele não é romântico. Mas ele sempre falou as verdades para você.
Ele não vai estar presente a todo momento que você quiser. Mas ele vai sair correndo do bar com os amigos quando você disser que está louca pra ficar com ele.
Ele não manda buquê de rosas no seu trabalho. Mas ele te surpreende com um botão de rosas quando você volta pra mesa do bar.
Ele não vai planejar uma viagem romântica para o próximo feriado. Mas ele vai alugar 5 filmes planejando assistir com você.
Ele não diz que você é a mulher mais bonita do universo. Mas os olhos dele brilham quando você sorri para ele.
Ele não vai abrir a porta do carro para você todas as vezes que forem sair. Mas ele vai abrir algumas vezes, o que fará você se sentir a pessoa mais especial do planeta.
Ele não falará o quanto você o faz feliz. Mas ele abrirá um sorriso de tirar o fôlego ao adormecer sob o toque do seu beijo."
...
De príncipes desencantados o mundo já está saturado! De príncipes desencantados EU já estou saturada! "O diferencial nos dias de hoje é encontrar homens reais com a capacidade de viver sentimentos verdadeiros" (a autora).
E que Deus salve os plebeus!
quarta-feira, 5 de março de 2014
Ode ao Menino do samba
Ode ao Menino do samba - Por Ana Mohan (Março de 2014)
"Ginga de menino manjado
Com samba na ponta dos pés
Com sombra profunda nos olhos que mudam de cor
Menino que tem medo de amar
Que tem medo de sofrer
Que tem medo do amanhã
-E quem não tem?-
Menino que tece desculpas
-Quando ele não se sabe desculpar-
Menino que se prende às próprias feridas
-Cujo enorme receio é poder machucar-
Menino com malícia afiada na língua
-Com razão obstruída que excede o linguajar-
Lindo menino com vislumbre de anjo
Homem temível com olhar de demônio
-Ah, MEU menino, ironicamente nosso!-
Não se sabe o quanto sua loucura retomou o meu regozijo
E os dias ganharam tormenta numa alegria IN concisa
E as horas transbordaram de cor em agonia pela sua espera
E os minutos rasgaram-se em pranto pela despedida de seu
último beijo
-Ah, MEU menino, ironicamente nosso!-
Com samba na ponta dos pés
Com razão obstruída que excede o linguajar
Sua tristeza acendeu ganância em meu segredo
-Entrega-me o teu medo
Que eu te concedo o meu amar!-"
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Poesia póstuma para uma poeta obsoleta
Poesia póstuma para uma poeta obsoleta (por Juliana Andreotti de Barros - janeiro de 2014)
Morte,
Enfim chegastes para carregar essa alma apodrecida aos céus
Abaixo das gramíneas
verdes e com perfume de terra fresca
Cavada em sepultura por
um coração que desistiu, finalmente, de tentar
Oh, morte!
Vitoriosa no coração
medonho dos amantes enfraquecidos
Escolha indolor em uma via de amores angustiados
Soberana e amarga na rendição de miseráveis infiéis
apaixonados
Preces sejam elevadas!
-Esta poesia traz o luto de um coração apodrecido-
Enterrem-me em cova vermífuga com perfume sanguinário
Rasguem-me em versos e reversos
E cubram meu leito da eternidade com manto contaminado por
amor
Assinar:
Postagens (Atom)